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quarta-feira, 15 de maio de 2013

"Primeiro dia de aula no Ensino Fundamental"


Primeiro dia de aula no ensino fundamental
Ensino fundamental
Primeiro dia de aula
A educação infantil acabou e um novo ciclo começa. As crianças terão de enfrentar vários desafios entre a 1a e a 8a séries

Por Bruna Pellegrini




A entrada na 1a série do ensino fundamental representa uma grande transição na vida da criança. Nova sala, nova professora e todos aqueles coleguinhas que parecem ter a mesma cara de ponto de interrogação.“Não é um período difícil de administrar, mas as crianças chegam ansiosas e o pais também”, diz Franceli de Almeida, coordenadora psicopedagógica do colégio Marista Arquidiocesano.

Para ajudar o pequeno estudante, é importante ter transparência quanto às novas regras. “Isso facilita a adaptação do aluno”, diz Franceli. Como o processo de alfabetização acontece na pré-escola (ou na 1a série, para as escolas que ampliaram o ensino fundamental para nove anos), o obstáculo se fixa mais nos relacionamentos. Em geral, as escolas tentam amenizar a passagem deixando algumas atividades da préescola. “Continuamos com o dia do brinquedo e com visitas ao parque, mas não mais a toda hora”, explica Isabel Azevedo, diretora do Arquidiocesano.

Outra medida eficaz é levar a criança à nova escola para que ela se familiarize com o ambiente. A psicanalista Cristina Franch diz que a transição de sua filha, Carolina, foi tranqüila, já que ela cursou a préescola no Vera Cruz, onde continuou. Só mudou de unidade. “A própria pré-escola promoveu a visita dos pais e das crianças ao novo prédio, para que a apreensão diminuísse”, conta Cristina.

De qualquer forma, a criança nessa idade se adapta facilmente a novas pessoas e rotinas. O ortopedista Duarte Vasconcelos conta que sua filha Bruna saiu de uma escola no meio do primeiro semestre da 1a série e não teve dificuldade para se integrar ao novo colégio, o Liceu Pasteur. “Já no primeiro dia, ela voltou dizendo que adorou tudo na nova escola”, lembra Vasconcelos.

MAIS PROFESSORES, AOS POUCOS
A transição que dá mais trabalho para pais, escola e alunos acontece da 4a para a 5a série (ou no ano seguinte, nas escolas que ampliaram seu ensino fundamental). “Ter professores específicos para cada disciplina causa uma grande quebra”, diz Célia Passoni, coordenadora pedagógica do colégio Etapa. Isso requer mais responsabilidade do aluno, que tem de estabelecer uma outra relação com o tempo para cumprir suas tarefas. Sem falar na mudança comportamental.
Crianças, nessa fase, já não são tão crianças: muitas entraram na pré-adolescência. “Elas estão tendo novas experiências pessoais. Isso sem dúvida interfere na vida acadêmica”, diz Célia.

Condutas simples, como incentivar o uso da agenda, podem ajudar. Outra medida bastante adotada pelas escolas é introduzir um maior número de professores aos poucos. “Aqui, os especialistas de história, geografia e matemática já aparecem na vida do aluno na 3a série, então eles vão se acostumando”, diz Débora Bueno Oliveira, diretora da educação básica do colégio Presbiteriano Mackenzie.

Para tratar temas de comportamento, as escolas têm oferecido disciplinas como ética e orientação sexual ou espaços para discutir problemas que a turma julgue interessantes. Mas, independentemente do currículo, uma coisa é fundamental durante todo o período: o papel dos pais. “É tarefa de pai cobrar. Ele tem de acompanhar os progressos, sem
querer poupar seu filho de situações naturalmente problemáticas. As crianças devem ser orientadas a lutar pelos seus direitos de modo legítimo”, diz a pedagoga Célia.

O que é obrigatório no ensino fundamental
Quem determina o conteúdo que deve ser estudado e a carga horária semanal das matérias?

Os currículos são regulados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Por meio dessa lei, estabelece-se a carga horária de cada disciplina, de acordo com o ano. Qualquer escola, em todos os anos da educação básica, tem de cumprir 800 horas em 200 dias do ano. Mas esse mínimo quase sempre é ultrapassado. As escolas públicas cumprem, em geral, uma carga mínima de cerca de mil horas por ano. As particulares chegam a 1.400, agregando disciplinas facultativas ou simplesmente aumentando as horas das aulas de português e matemática. Além disso, a grade está dividida em um núcleo comum (português, história, geografia, matemática, ciências, educação física e educação
artística) e um núcleo diversificado, que inclui uma segunda língua moderna e outras disciplinas. A partir da 5a série, a escola é obrigada a oferecer duas aulas semanais da segunda língua. A maioria opta pelo inglês. O ensino religioso é facultativo.

5 comentários:

  1. O blog está muito bom! Com muitas informações importantes para nós, que iremos trabalhar com essas crianças q irão entrar no ensino fundamental.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. O primeiro dia de aula gera muitas expectativas e ansiedades nas crianças. Nesse dia é imprescindível que o professor estabeleça um vinculo com o aluno (relacionamento). A familiarização com o ambiente também é fundamental. A escola deve promover visitas com os pais e as crianças para que esse momento não torne algo ruim para o aluno. Isso possibilita à criança conhecer o espaço onde irá estudar e conhecer as regras da escola ,deixá-la à vontade.

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  4. A escola mudou, as salas de aulas mudaram. Mudou também o sentimentos dos alunos que por muito tempo foram excluídos do convívio social.É uma criança que tem um pouco de diferença das outras e que é preciso ser tratada e cuidada como qualquer aluno dentro da sala de aula.
    Para o professor, a inclusão é um desafio muito grande,mas com a qualificação e a capacitação nos traz uma forma de abordagem melhor,estimular o aluno a buscar, a aprender e a estudar e assim a sua formação vai gradativamente aperfeiçoando.

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  5. O primeiro dia de aula no ensino fundamental, é super diferente pois o ensino infantil pois podemos brincar e ja na educação fundamental é diferente podemos brincar mais os estudos é diferentes

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